
A pré-candidatura do ex-prefeito de Cajazeiras, Zé Aldemir, a deputado federal não vem ganhando a força política esperada e, nos bastidores, já se fala em uma possível desistência do projeto. A avaliação interna é de que a falta de adesões e a baixa repercussão de apoios estariam fragilizando a caminhada do líder político, que pode optar por recuar e disputar um mandato de deputado estadual para manter a representatividade da família no cenário político.
A estratégia inicial do grupo governista em Cajazeiras previa que Zé Aldemir disputasse uma vaga na Câmara Federal, enquanto sua esposa, a deputada estadual Dra. Paula, abriria mão da reeleição em comum acordo para fortalecer a aliança. O objetivo era consolidar a chamada “dobradinha” entre Zé Aldemir para federal e o deputado estadual Júnior Araújo, pré-candidato à reeleição. Porém, o cenário não vem se confirmando como planejado.
Um dos principais sinais de fragilidade é o silêncio da imprensa regional, que pouco registra apoios públicos à pré-candidatura de Zé Aldemir. A ausência de declarações de lideranças políticas da região em defesa do projeto tem preocupado os aliados, que temem um desgaste maior caso a candidatura federal não consiga deslanchar até o período das convenções.
Outro fator que vem complicando ainda mais a situação é a entrada do ex-prefeito de Sousa, Fábio Tyrone, também pré-candidato a deputado federal, que tem conseguido circular com facilidade em Cajazeiras e, para surpresa de muitos, conquistado apoios importantes dentro da Terra de Padre Rolim que poderia ser favorável a Zé Aldemir. Essa movimentação tem irritado lideranças locais e provocado um clima de insatisfação nos bastidores.
Diante desse cenário, aliados avaliam que Zé Aldemir poderá recuar e disputar novamente o cargo de deputado estadual, ocupando o espaço deixado pela desistência de Dra. Paula. O movimento seria uma tentativa de preservar o grupo político e manter o mandato da família na Assembleia Legislativa, evitando um risco maior de derrota caso a candidatura federal não consiga viabilidade.
Por Fábio Kamoto



