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Músicos de Sousa seguem sem pagamento do “São Julho” e cobram explicações da Prefeitura e empresa responsável

O caso tem gerado revolta na classe artística, que denuncia descaso e falta de respeito com o trabalho dos profissionais da terra.

Os músicos da cidade de Sousa continuam vivendo um verdadeiro drama após se apresentarem no evento “São Julho”, realizado no mês passado pela Prefeitura. Até agora, os artistas locais seguem sem receber seus cachês, enquanto aguardam por uma solução que parece cada vez mais distante. O caso tem gerado revolta na classe artística, que denuncia descaso e falta de respeito com o trabalho dos profissionais da terra.

De acordo com informações, um dos artistas chegou a esperar pelo pagamento nesta sexta-feira (29), mas nada foi concretizado. A responsabilidade, segundo contrato, é da empresa MRC Serviços, comandada pelo empresário Eduardo Caçapa, que venceu a licitação para organizar o evento. No entanto, mesmo diante da repercussão negativa, até o momento a empresa não apresentou um posicionamento claro sobre o motivo do atraso.

A polêmica cresce porque, segundo relatos, todas as atrações nacionais já receberam seus devidos pagamentos, restando apenas os artistas locais. Nomes como Judimar Dias, Emiliano Pordeus, Breno Andrade e Lucas Gomes ainda esperam por um milagre para verem o resultado de seus trabalhos reconhecido financeiramente. A disparidade no tratamento entre os artistas da terra e os de fora gerou indignação e levantou questionamentos sobre a valorização cultural no município.

A pressão aumentou quando a Prefeitura de Sousa, após a repercussão, passou a cobrar explicações da empresa contratada. Entretanto, até agora nenhuma solução concreta foi apresentada aos artistas prejudicados. Para muitos, a situação expõe uma falta de planejamento e de compromisso com a cultura local, que deveria ser prioridade em um evento que carrega o nome da cidade.

Nos bastidores, músicos afirmam sentir-se desrespeitados e tratados como “artistas de segunda categoria”. Enquanto os holofotes e o dinheiro foram direcionados para nomes de fora, os talentos locais ficaram apenas com as promessas. “O sentimento é de frustração e abandono. Fizemos a nossa parte, cumprimos o contrato e agora estamos sendo ignorados”, desabafou um dos músicos prejudicados que preferiu não se identificar temendo represárias de sua empresa.

A cobrança agora é para que tanto a empresa MRC Serviços quanto a Prefeitura de Sousa assumam publicamente suas responsabilidades e garantam os pagamentos. Caso contrário, cresce a possibilidade de ações judiciais e de protestos da classe artística. O episódio mancha a imagem do evento e abre uma ferida sobre a real importância dada aos músicos sousenses, que seguem na amarga espera de um reconhecimento que, até aqui, não veio.

Fonte: FábioKamoto

Fabio Kamoto

Especialista em Marketing Político e Digital, Publicitário, Radialista, atua desde 2006 no jornalismo político. Passou pelas pelas Rádios Progresso e Jornal AM, Sousense FM, Líder FM e Mais FM.

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