Em João Pessoa: Morre aos 90 anos o mestre Luiz Ferreira, fundador da quadrilha junina mais antiga do Brasil, Lageiro Seco
Figura central na história das quadrilhas juninas paraibanas, Luiz Ferreira dedicou grande parte da vida à valorização das tradições do São João, sendo responsável por formar gerações de brincantes, coreógrafos e dirigentes culturais.

Faleceu na manhã desta quarta-feira, 31 de dezembro, o mestre Luiz Ferreira, fundador da tradicional quadrilha junina Lageiro Seco, reconhecida como uma das mais premiadas e emblemáticas do Brasil. Aos 90 anos, Seu Luiz faleceu dormindo em sua residência, no bairro do Roger, em João Pessoa, deixando um legado imensurável para a cultura popular nordestina.
Figura central na história das quadrilhas juninas paraibanas, Luiz Ferreira dedicou grande parte da vida à valorização das tradições do São João, sendo responsável por formar gerações de brincantes, coreógrafos e dirigentes culturais. A quadrilha Lageiro Seco, criada por ele, tornou-se referência nacional pela inovação, grandiosidade dos espetáculos e compromisso com a identidade cultural.
O velório está acontecendo no Ginásio O Guarany, localizado no bairro do Roger, onde familiares, amigos, integrantes de quadrilhas e admiradores prestam as últimas homenagens. O sepultamento está marcado para esta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, às 09h, no Cemitério Cemitério Senhor da Boa Sentença, na Capital.
A notícia do falecimento gerou grande comoção no meio cultural. Diversas quadrilhas juninas e representantes da cultura popular manifestaram pesar por meio das redes sociais, destacando a importância de Seu Luiz como mestre, incentivador e símbolo de resistência cultural. Em 2025, a própria quadrilha Lageiro Seco prestou uma emocionante homenagem ao fundador, com um espetáculo que marcou o público e celebrou sua trajetória.
A Federação das Quadrilhas Juninas da Paraíba também emitiu nota de pesar, lamentando profundamente a perda e reconhecendo a contribuição histórica de Luiz Ferreira para o fortalecimento do movimento junino no estado. Seu nome permanecerá vivo na memória cultural da Paraíba e do Brasil, eternizado através da arte, da tradição e do amor pelo São João.
Fonte: FábioKamoto



