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Morre Nilton Cesar, ícone da música romântica brasileira, aos 86 anos

A notícia foi confirmada pelo locutor Eli Corrêa, da Rádio Capital, amigo pessoal do artista e um dos primeiros a comunicar publicamente a perda, que causou grande comoção entre fãs e admiradores.

O cenário da música romântica brasileira perdeu um de seus maiores expoentes nesta quarta-feira (28). O cantor e compositor Nilton Cesar faleceu em São Paulo, aos 86 anos. A notícia foi confirmada pelo locutor Eli Corrêa, da Rádio Capital, amigo pessoal do artista e um dos primeiros a comunicar publicamente a perda, que causou grande comoção entre fãs e admiradores.

Nilton Cesar estava internado na capital paulista, onde recebia cuidados médicos, mas a causa oficial da morte ainda não foi divulgada pela família. Ao longo das últimas horas, mensagens de pesar e homenagens começaram a se espalhar pelas redes sociais e por programas de rádio, relembrando a trajetória marcante do cantor que ajudou a embalar gerações com suas canções românticas.

Embora tenha iniciado sua carreira influenciado pelo movimento da Jovem Guarda, foi no final da década de 1960 que Nilton Cesar alcançou o auge do sucesso. Em 1969, ele gravou “Férias na Índia”, música que se tornaria o maior hino de sua carreira. Lançada nas rádios em 1970, a canção foi um fenômeno absoluto, vendendo mais de 500 mil cópias, conquistando inúmeros Discos de Ouro e figurando com destaque em premiações da imprensa especializada da época.

Com estilo elegante e voz aveludada, Nilton Cesar tornou-se presença constante nos principais palcos do país. Sua imagem era recorrente nos grandes programas de auditório da televisão brasileira, com participações frequentes no Programa Silvio Santos e nas edições festivas ligadas à Jovem Guarda. Além de “Férias na Índia”, construiu uma sólida discografia com sucessos como “A Namorada que Sonhei”, “Amor… Amor… Amor…”, “Felicidade”, “Espere um Pouquinho Mais” e “Amigo Não”.

Nilton Cesar personificou uma era em que a música popular brasileira falava diretamente ao coração do público. Ele deixa um legado de dezenas de álbuns e uma legião fiel de fãs que mantiveram suas canções vivas ao longo das décadas, em serestas, rádios e karaokês por todo o Brasil. Informações sobre o velório e o sepultamento devem ser divulgadas pela família nas próximas horas.

Fabio Kamoto

Especialista em Marketing Político e Digital, Publicitário, Radialista, atua desde 2006 no jornalismo político. Passou pelas pelas Rádios Progresso e Jornal AM, Sousense FM, Líder FM e Mais FM.

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