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PF aponta que Vorcaro autorizou cartões de R$ 300 mil para filhos de Alexandre de Moraes

Segundo as mensagens reunidas pela PF, o pedido para a emissão dos cartões teria chegado a Vorcaro em 2 de outubro de 2025 por meio de Guilherme de Toledo Benazzi, administrador do escritório Barci de Moraes, comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Um relatório de 218 páginas elaborado pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Compliance Zero aponta que Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, autorizou a emissão de cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para cada um dos dois filhos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento teve o sigilo retirado nesta terça-feira (1º) pelo ministro André Mendonça, relator do caso na Corte.

Segundo as mensagens reunidas pela PF, o pedido para a emissão dos cartões teria chegado a Vorcaro em 2 de outubro de 2025 por meio de Guilherme de Toledo Benazzi, administrador do escritório Barci de Moraes, comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Nas conversas, Benazzi solicitou informações sobre os cartões destinados a Giuliana e Alexandre Barci de Moraes. Após encaminhar o contato de uma executiva do banco, Vorcaro recebeu a confirmação de que seriam dois cartões, cada um com limite de R$ 300 mil, e autorizou o prosseguimento da operação.

O relatório também apresenta informações sobre um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, que previa 36 parcelas de R$ 3 milhões líquidos, totalizando aproximadamente R$ 108 milhões líquidos e cerca de R$ 131,3 milhões em valores brutos. A PF identificou ainda que a versão final do documento foi editada por um perfil do Office 365 identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”. Segundo os registros, o contrato foi firmado em janeiro de 2024.

Com a retirada do sigilo, André Mendonça determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o conteúdo do relatório no prazo de cinco dias úteis. Até o momento, a divulgação do documento não representa, por si só, a abertura de uma investigação formal contra Alexandre de Moraes. Em nota, o escritório Barci de Moraes afirmou que não houve impedimento legal para a contratação, destacando que seu setor de compliance consultou o ministro sobre eventual conflito e que Moraes jamais julgou causas envolvendo o Banco Master.

Fabio Kamoto

Especialista em Marketing Político e Digital, Publicitário, Radialista, atua desde 2006 no jornalismo político. Passou pelas pelas Rádios Progresso e Jornal AM, Sousense FM, Líder FM e Mais FM.

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