Disputa pela presidência da Câmara de São Domingos promete esquentar após racha político
Rompimento entre Adeilza e Leonardo, quebra de acordo com Vicente Neto e reaproximação com Cigano redesenham o cenário para a eleição da Mesa Diretora do biênio 2027/2028.

A eleição para a presidência da Câmara Municipal de São Domingos, na região de Pombal, promete movimentar os bastidores políticos do município nas próximas sessões legislativas. Com a votação prevista para dezembro, quando será escolhida a Mesa Diretora para o biênio 2027/2028, o cenário segue indefinido e marcado por divergências, articulações e possíveis dissidências dentro dos grupos políticos. O rompimento entre a prefeita Adeilza Soares e o vice-prefeito Leonardo Nóbrega acabou embaralhando as forças na Casa, deixando dúvidas sobre como os vereadores irão se posicionar.
Um dos principais fatores da disputa foi a quebra do acordo político entre Adeilza e o vereador Vicente Neto, que, até então, era apontado como o nome escolhido para assumir a presidência no próximo biênio. Após o rompimento, a prefeita voltou a se aproximar do grupo do ex-prefeito Cigano, com quem já havia protagonizado divergências políticas. A reaproximação recolocou o ex-gestor no centro das articulações e abriu espaço para que o nome do vereador Toinho, irmão de Cigano e que já presidiu a Câmara em legislaturas anteriores, passasse a ser cotado para comandar o Legislativo municipal.
A possível candidatura de Toinho, no entanto, enfrenta desafios dentro do próprio grupo. O vereador Cláudio de Demir, ligado a Cigano, mas que continua na oposição à prefeita, afirma que seguirá a orientação do ex-prefeito e acompanhará Toinho. A vereadora Alba, também ligada a Cigano e atualmente alinhada à base governista, é apontada como outro voto favorável. Com esses apoios, Toinho teria três votos entre os nove parlamentares, segundo as articulações relatadas nos bastidores. O problema está na posição dos demais vereadores ligados à prefeita: Galega da Carnaúba é apontada como resistente à aproximação com o grupo de Cigano, enquanto Adriana de Júnior também poderia não acompanhar a orientação governista. Já o vereador Valdy, que deixou o grupo de Cigano para se aproximar de Adeilza, mantém um perfil reservado e pode definir seu posicionamento apenas no dia da votação.
Do outro lado, os vereadores Vicente Neto e Wagner Santana estão ligados ao grupo do vice-prefeito Leonardo Nóbrega. O atual presidente da Câmara, Valderan Queiroga, também está rompido com a prefeita, faz oposição à gestão municipal e, até o momento, não anunciou como pretende votar na eleição da Mesa Diretora. Com os grupos ainda em movimentação e sem uma definição pública de todos os parlamentares, a disputa deverá permanecer aberta até dezembro. A grande incógnita é se a prefeita conseguirá reunir sua base em torno de um único nome ou se as divergências políticas resultarão em votos divididos, tornando a eleição da presidência um dos principais embates políticos de São Domingos neste fim de ano.
Fonte: FábioKamoto



