A digital influencer Maria Francisca Andrade, de 34 anos, que tinha mais de 100 mil seguidores em uma rede social, morreu na madrugada deste sábado (27) no Hospital Santa Terezinha na cidade Sousa – PB. Ela deu entrada no Hospital depois de uma colisão entre uma moto e Veiculo na tarde desta sexta-feira (26), em Uiraúna.
Maria Francisca tinha 34 anos, era Influenciadora digital e era Funcionaria dos Correios de Uiraúna.
De acordo com informações, a vítima identificada como Maria Francisca, de 34 anos, que estava na garupa de uma moto, conduzida pelo seu pai, seguia pela Rua José Fernandes quando foi atingida por um carro sem identificação, e que trafegava pela Rua José Vieira Bujary. Com impacto da colisão a mulher sofreu a pancada na cabeça.
O piloto da moto, identificado como Gilberto, que estava conduzindo a motocicleta teve apenas ferimentos leves. Maria Francisca, era (PCD), natural de Uiraúna, foi levada até o pronto atendimento CREDAF, mas sendo transferida para o hospital Santa Terezinha em Sousa, com uma pancada na cabeça sentindo fortes dores. Mas infelizmente não resistiu e faleceu por volta das 2h na madrugada deste sábado (27).
Ainda de acordo com informações, a condutora do veículo que não teve a sua identidade revelada, prestou todo atendimento à vítima. Ambas a moto e o carro vinham bem devagar na hora do sinistro.
Maria Francisca, era bastante conhecida na cidade de Uiraúna, as suas brincadeiras e alegrias se espalhavam por onde ela passava nas ruas da cidade.
LOCAL DO VELÓRIO
O corpo de Maria Francisca, de 34 anos, será velado na Rua Projetada de 118, próximo a João Batista da Vigilância Sanitária, no Bairro Nossa Senhora de Lourdes, tendo como a Missa do Corpo presente na Capela Santo Expedito, com o horário marcado às 9h da manhã de domingo (28), em Uiraúna.
Influenciadora com escoliose grave busca conscientizar população sobre o capacitismo
Influenciadora digital
A ideia de se tornar influencer veio dos amigos. Maria, que sempre gostou de ser espontânea e divertida, foi encorajada a gravar vídeos para as redes sociais e começou a atuar ativamente na internet por volta de 2016.
Maria começou a ganhar mais visibilidade em 2018, quando o cantor Léo Santana compartilhou um vídeo de Maria dançando uma das músicas dele, ‘Empina e treme’. Hoje, ela busca conscientizar as pessoas que uma pessoa com escoliose tem o direito de ter uma vida plena, fazendo aquilo que gosta e acredita.
“Por meio da minha rotina, realidade e conteúdos, mostro que qualquer pessoa com deficiência tem o direito de viver uma vida como bem quiser, fazendo challenges, danças, e tudo aquilo que o capacitismo é incapaz de enxergar”.
Apesar de ter mais de 100 mil seguidores, Maria ainda enfrenta dificuldades na rotina de influenciadora digital e confessa que recebe poucas propostas de parceria.
“Eu só fiz tipo provador uma única vez, só quem faz divulgação de roupa nas lojas são as blogueiras que não tem nenhuma deficiência, pelo menos na minha cidade é assim. O máximo que eu recebo são peças de roupa como presentes para divulgar a loja. Meu perfil no Instagram já conta com mais de 100 mil seguidores, o maior da minha cidade, mas tenho pouca publicidade, se é ou não por causa da minha deficiência, eu realmente espero que não”, desabafa.
Maria acredita que é fundamental que as marcas contratem pessoas com deficiência para as suas campanhas, pois, além da representatividade, aproximam-se de diferentes públicos e agregam valor aos produtos. Ela ressalta também que é necessário enxergar o potencial desses influenciadores, além da deficiência.
“Quando as empresas mostram pessoas com deficiência, elas conseguem se aproximar dos grupos que eram esquecidos e que muitas vezes tem dificuldade para se aceitar. Ao fazer isso, não se prega apenas a representatividade das pessoas com deficiência, as empresas estão buscando melhorar as suas marcas e agregar valor a elas. E vale salientar que se deve ser trabalhado em cima do potencial e não ver apenas a deficiência da pessoa”.
Diferenças entre escoliose idiopática e congênita
Maria tem escoliose congênita que é causada por malformações que se desenvolvem ainda na gestação. Segundo o neurocirurgião e especialista em coluna Thiago Martins, o tratamento para esse tipo de escoliose é complexo, sendo necessária a realização de cirurgia e se tornando irreversível em alguns casos.
“O tratamento é mais complexo do que nos casos idiopáticos do adolescente, pois nesses casos são crianças mais jovens, curvas mais agressivas e muitas vezes esses pacientes também apresentam outras malformações sistêmicas associadas: medula presa, alterações cardíacas e malformações do sistema urogenital”, explicou.
Já a escoliose idiopática do adolescente (EIA) é o tipo mais comum. O especialista em coluna explica que o desalinhamento acontece durante a fase do crescimento e que não há uma causa definida para que ocorra.
Fonte: Repórter Jackson Duarte com uiraunanet