
A grande aposta do governo Lula (PT) para tentar resgatar sua imagem diante da crescente reprovação popular virou motivo de chacota. O “Voa Brasil”, programa lançado com pompa como uma “revolução na aviação popular”, mostrou que não decolou. Em um ano de operação, vendeu apenas 44.190 passagens — menos de 0,1% da meta inicial de 3 milhões prometida pelo Ministério de Portos e Aeroportos. O resultado decepcionante expõe não só a lentidão da gestão, mas também a distância entre as promessas e a realidade.
Anunciado com atraso de 18 meses após a posse de Lula, o programa surgiu como mais uma tentativa de embromar o eleitor. Vendido como um instrumento de “inclusão social na aviação”, até agora beneficia exclusivamente aposentados do INSS — ironicamente, os mesmos que foram lesados com a recente reoneração e cortes no benefício. A ideia era oferecer passagens por até R$200 o trecho, mas na prática o acesso é limitado e os voos, muitas vezes, pouco atrativos.
Apesar de ter prometido expansão para estudantes e outros públicos de baixa renda, essa etapa simplesmente não saiu do papel. Estudantes, por exemplo, seguem completamente fora do programa. O discurso de democratização virou só mais uma lorota oficial, sem respaldo prático. A frustração toma conta até mesmo de quem deveria ser beneficiado, já que os bilhetes disponíveis geralmente são para horários ou rotas com baixa procura.
A falta de transparência e controle também assombra o “Voa Brasil”. Questionado sobre os números e impacto do programa, o Ministério de Portos e Aeroportos desconversou e empurrou a responsabilidade para as companhias aéreas, que lucraram discretamente com o fiasco. O monitoramento é falho, e não há garantia alguma de que o programa seja ajustado para atingir suas metas.
No total, a Latam vendeu 19.674 passagens, a Gol, 17.717, e a Azul, apenas 6.766. Uma conta que só fecha para as empresas aéreas, que aproveitaram para escoar voos ociosos a preços fixos para aposentados, enquanto a população esperava por uma mudança real na acessibilidade ao transporte aéreo. O programa, ao invés de promover inclusão, reforçou a exclusão.
O “Voa Brasil” se torna, assim, um símbolo do improviso e da propaganda vazia. Longe de oferecer solução para o alto custo das passagens, virou mais uma peça de marketing político que falhou em entregar o prometido. Enquanto isso, milhões de brasileiros continuam esperando por políticas públicas que realmente saiam do chão.
Fonte: Com informações do DiáriodoPoder



