Ex-Prefeito de Sousa, Fábio Tyrone, desafia a Justiça e afirma ser elegível para disputar vaga de deputado federal em 2026
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o político aparece desafiando a Justiça e reafirmando com convicção que está plenamente elegível para disputar uma cadeira de deputado federal em 2026.

Em mais um capítulo da sua trajetória política marcada por polêmicas e reviravoltas, o ex-prefeito de Sousa, Fábio Tyrone Braga de Oliveira (PSB), voltou aos holofotes nesta quarta-feira (15). Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o político aparece desafiando a Justiça e reafirmando com convicção que está plenamente elegível para disputar uma cadeira de deputado federal em 2026.
Com tom firme e provocador, Tyrone enviou um recado direto aos críticos e ao sistema judicial: “Não há vitória sem luta”. A frase, dita com ênfase no vídeo, soou como um grito de resistência e uma tentativa clara de reposicionar sua imagem pública após anos de embates judiciais.
O discurso veio poucos um dia depois de uma decisão importante do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), que, em sessão virtual realizada na terça-feira (14), reduziu as sanções impostas a Tyrone no processo de improbidade administrativa conhecido como “Caso Assolan”, envolvendo recursos públicos do São João 2010 de Sousa.
Na ocasião, o ex-prefeito e suas empresas — Somar (Sociedade Mercantil de Alimentos e Representações Ltda.) e Pau Brasil Comercial de Gás Ltda. —, além do empresário Roberto Moura e sua empresa Beto Produções, foram alvos de um recurso julgado pela Sétima Turma do TRF-5. O colegiado decidiu, por unanimidade, acatar parte dos argumentos da defesa e readequar as penas, consideradas “exageradas” pela primeira instância.
De acordo com o voto do relator, desembargador Frederico Dantas, ficou comprovado o ato doloso de recebimento de vantagem ilícita, mas sem lesão direta ao erário, uma vez que o evento efetivamente ocorreu. Por esse motivo, as punições foram reduzidas de 10 para 3 anos quanto à suspensão dos direitos políticos e à proibição de contratar com o poder público. A perda da função pública foi afastada, já que Tyrone não ocupa mais cargo executivo.
O caso, que ficou conhecido como “Ação Assolan”, investiga o suposto desvio de R$ 72.284,11 de um convênio de R$ 300 mil entre a Prefeitura de Sousa e o Ministério do Turismo para realização das festividades juninas de 2010. Segundo o Ministério Público Federal, parte desses recursos teria sido desviada para quitar boletos de empresas privadas ligadas ao ex-gestor.
A decisão do TRF-5, entretanto, representa um alívio jurídico para Tyrone, que viu suas sanções reduzidas e sua elegibilidade se aproximar do restabelecimento. Com isso, o ex-prefeito parece ter encontrado o argumento perfeito para reagir publicamente, transformando o resultado judicial em combustível político.
Em tom de enfrentamento, o ex-gestor sertanejo usa as redes sociais como palanque, afirmando que o povo tem o direito de escolher seus representantes sem interferência judicial. O vídeo, amplamente compartilhado, repercutiu fortemente entre aliados e opositores — uns o veem como um ato de coragem, outros como uma tentativa de desafiar o próprio Estado de Direito.
Ainda que o Ministério Público Federal tenha recorrido para manter as penalidades mais severas, a nova decisão fortalece o discurso de Tyrone, que agora se apresenta como vítima de perseguição política e símbolo de resistência jurídica no Sertão da Paraíba.
Com isso, o ex-prefeito volta ao jogo e promete enfrentar as urnas de 2026 com vigor, apostando em uma narrativa de superação e desafio. Se conseguirá reverter a desconfiança pública e convencer o eleitor de que merece uma segunda chance, só o tempo e a Justiça dirão.
VEJA NA ÍNTEGRA O VÍDEO DO EX-PREFEITO TYRONE



