Polêmica marca sessão na Câmara de Poço de José de Moura com posse contestada e fala interrompida; VEJA VÍDEO
O episódio teve início após o afastamento do vereador Francisco Reginaldo do Nascimento, que solicitou licença por 60 dias para tratar de assuntos pessoais. Na sequência, a Presidência da Casa convocou e empossou o suplente, decisão que foi prontamente contestada por parlamentares da oposição.

A sessão solene realizada na Câmara Municipal de Poço de José de Moura, na última segunda-feira (04), foi marcada por tensão e controvérsias que repercutiram no cenário político local. O episódio teve início após o afastamento do vereador Francisco Reginaldo do Nascimento, que solicitou licença por 60 dias para tratar de assuntos pessoais. Na sequência, a Presidência da Casa convocou e empossou o suplente, decisão que foi prontamente contestada por parlamentares da oposição.
Durante os trabalhos, os vereadores Mack Ryan da Silva Macena e Marcos Gabriel apresentaram questionamentos formais, alegando que a convocação seria irregular. Segundo eles, o Regimento Interno da Câmara prevê substituição apenas em casos de afastamento superiores a 120 dias. Mesmo com a argumentação, a Presidência indeferiu a questão de ordem, afirmando que o tema não caberia discussão em sessão solene, sem apresentar fundamentação detalhada baseada no regimento.
O momento mais crítico ocorreu quando ambos os vereadores tiveram a palavra cassada enquanto se manifestavam sobre o tema, sendo impedidos de concluir suas falas. A medida gerou reação imediata e críticas relacionadas ao possível cerceamento das prerrogativas parlamentares e ao direito de fiscalização. Relatos também apontam que autoridades de outros municípios presentes na sessão teriam adotado postura considerada desrespeitosa em relação aos vereadores de oposição, sem intervenção da Presidência.
Outro fator que contribuiu para o clima de tensão foi a presença da prefeita Laís Raquel e de seu esposo, Expedito Filho, que, conforme relatos, demonstraram incômodo durante a discussão. O episódio levanta questionamentos sobre a condução dos trabalhos legislativos, o cumprimento das normas internas e o respeito ao debate democrático. Nos bastidores, o caso já é tratado como um possível conflito institucional, com expectativa de desdobramentos no âmbito judicial.



