PF deflagra operação em Sousa com buscas e bloqueio de R$ 9 milhões; residência de candidato a deputado federal é alvo de diligência
A investigação permanece em andamento e, conforme divulgado pela PF, as informações sobre os envolvidos e o possível vínculo eleitoral dos fatos poderão ser esclarecidas à medida que os elementos recolhidos sejam analisados.

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (30), a Operação Lastro, em Sousa, no Sertão da Paraíba, para investigar a possível utilização de recursos de pessoa jurídica no financiamento irregular de campanha eleitoral. A apuração também envolve suspeitas de despesas não declaradas, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A ação conta com a participação da Controladoria-Geral da União (CGU) e resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão na cidade.
Durante as diligências, agentes e viaturas da Polícia Federal foram vistos em frente à residência de Fábio Tyrone (PSB), ex-prefeito de Sousa e candidato a deputado federal nas eleições de 2026, além de outros endereços no município. Também surgiram informações de que funcionários da Prefeitura de Sousa teriam sido alvos das diligências. Até o momento, entretanto, a Polícia Federal não divulgou oficialmente os nomes dos investigados nem confirmou publicamente a relação de cada endereço visitado com os fatos apurados.
A Justiça Eleitoral também autorizou o bloqueio de ativos financeiros de até R$ 9 milhões no âmbito da investigação. Na terça-feira (29), durante uma diligência relacionada ao caso, foram apreendidos aproximadamente R$ 380 mil em espécie, e duas pessoas foram presas em flagrante. Os valores e materiais recolhidos deverão ser submetidos à análise dos investigadores.
A operação ocorre em meio à reta final das eleições de 2026 e, segundo as informações oficiais divulgadas até o momento, a PF não informou qual campanha eleitoral estaria relacionada à investigação. Também não foram apresentados publicamente detalhes que permitam afirmar eventual responsabilidade de Fábio Tyrone, de servidores municipais ou de qualquer outro citado nas diligências. As suspeitas ainda estão sob investigação e não representam, por si só, comprovação de prática criminosa.
Segundo a Polícia Federal, a análise do dinheiro, documentos e demais materiais apreendidos deverá ajudar a esclarecer a origem e a movimentação dos recursos, além de verificar eventual participação dos investigados nas irregularidades sob apuração. A investigação permanece em andamento e, conforme divulgado pela PF, as informações sobre os envolvidos e o possível vínculo eleitoral dos fatos poderão ser esclarecidas à medida que os elementos recolhidos sejam analisados.



