Deputado estadual Dr. Kerginaldo denuncia abandono na saúde e cobra do Governo Fátima Bezerra soluções sobre a maternidade de Pau dos Ferros que fica sem obstetras às quartas-feiras
Em vídeo divulgado nas redes, Dr. Kerginaldo foi enfático ao diferenciar prioridades da administração pública. Dirigindo-se diretamente à governadora, afirmou que alguns serviços até admitem espera, mas o parto não.

O deputado estadual Dr. Kerginaldo utilizou suas redes sociais nesta quarta-feira (14) para fazer uma denúncia grave e um apelo direto ao Governo do Estado do Rio Grande do Norte. Segundo o parlamentar, a Maternidade Santa Luiza de Marillac, anexa ao Hospital Regional de Pau dos Ferros, está funcionando sem médicos obstetras nas quartas-feiras, situação considerada alarmante e inadmissível para um serviço essencial como a saúde materna.
A ausência de profissionais afeta diretamente gestantes de Pau dos Ferros e de toda a região do Alto Oeste, que dependem da unidade para partos e atendimentos de urgência. O problema expõe mães e bebês a riscos desnecessários e escancara, de acordo com o deputado, a fragilidade na gestão da saúde pública estadual em regiões do interior.
Em vídeo divulgado nas redes, Dr. Kerginaldo foi enfático ao diferenciar prioridades da administração pública. Dirigindo-se diretamente à governadora, afirmou que alguns serviços até admitem espera, mas o parto não. “A senhora sabe que estrada dá para esperar a regulação, o abastecimento de água dá para esperar. Agora, o bebê, quando chega a hora de nascer, tem que nascer”, declarou, num discurso que rapidamente repercutiu e gerou indignação.
O parlamentar classificou como inaceitável a falta de médicos na escala de plantão e denunciou que, diante do problema, muitas gestantes são obrigadas a se deslocar para outras cidades ou regiões, colocando vidas em risco. Para ele, a situação revela descaso com o interior do estado e reforça desigualdades históricas no acesso à saúde pública de qualidade.
Dr. Kerginaldo ressaltou ainda que garantir um parto seguro é uma obrigação básica do Estado, não um favor, e cobrou a regularização imediata das escalas médicas na unidade. Até o momento, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) não se pronunciou oficialmente sobre a ausência de obstetras às quartas-feiras na Maternidade Santa Luiza de Marillac, enquanto a pressão política e social aumenta por respostas e providências urgentes.
Fonte: FábioKamoto



