Efraim Filho surpreende e assina pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes após prisão de Bolsonaro
A atitude gerou forte repercussão em Brasília, especialmente pelo momento delicado que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), colocado em prisão domiciliar por ordem do próprio Moraes.

O senador paraibano Efraim Filho (União Brasil) protagonizou uma movimentação polêmica no cenário político nacional ao assinar, nesta terça-feira (05), o requerimento que pede o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A atitude gerou forte repercussão em Brasília, especialmente pelo momento delicado que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), colocado em prisão domiciliar por ordem do próprio Moraes.
A decisão de Efraim acontece menos de 24 horas após a determinação da prisão de Bolsonaro, acusado de violar medidas cautelares. Para muitos analistas, o gesto do senador não é apenas um ato político, mas um claro recado ao STF e à ala mais conservadora do país, que vê em Moraes um símbolo do que chamam de “autoritarismo togado”.
Pré-candidato ao Governo da Paraíba em 2026, Efraim intensifica sua aproximação com o bolsonarismo. Na semana passada, o parlamentar já havia sido prestigiado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro durante um evento do PL Mulher, sinalizando alinhamento com a base conservadora e de olho nos votos da direita no estado.
O pedido de impeachment de Moraes foi articulado por um grupo de senadores ligados ao ex-presidente e se baseia em acusações de abuso de autoridade e extrapolação de competências por parte do ministro. Embora seja improvável que a proposta avance no Senado, a assinatura de Efraim fortalece o movimento e joga mais lenha na fogueira entre os Poderes da República.
A pergunta que agora ecoa em Brasília e na Paraíba é: Efraim está realmente preocupado com a democracia ou apenas surfando a onda bolsonarista para se viabilizar em 2026? Seja qual for a resposta, o senador conseguiu o que queria — estar no centro do debate nacional, mesmo que para isso precise bater de frente com um dos ministros mais poderosos do país.



