Enrolada: Ex-Prefeito de São José da Lagoa Tapada acusa seu ex-secretário de desvios milionários e falsificação de documentos
Em um ato que gerou grande repercussão na cidade, Coloral registrou um boletim de ocorrência na Delegacia da Polícia Civil, onde relatou uma denúncia contra seu então Secretário de Finanças, Julierme Lino de Sousa, que atuou até novembro de 2024 de acordo com o Sagres do TCE-PB.

O ex-prefeito de São José da Lagoa Tapada, Cláudio Antônio Marques de Sousa, mais conhecido como Coloral, está no centro de uma polêmica que envolve graves acusações de desvio de recursos públicos e falsificação de documentos. Em um ato que gerou grande repercussão na cidade, Coloral registrou um boletim de ocorrência na Delegacia da Polícia Civil, onde relatou uma denúncia contra seu então Secretário de Finanças, Julierme Lino de Sousa, que atuou até novembro de 2024 de acordo com o Sagres do TCE-PB.
A denúncia, por si só, é chocante: Coloral afirmou ter sido surpreendido por irregularidades nas contas bancárias do município, mais especificamente na conta corrente nº 3.441-3, da agência 1594 do Banco Bradesco, responsável pela movimentação dos recursos da folha de pagamento (FOPAG). De acordo com o ex-prefeito, a discrepância nos extratos bancários foi identificada a partir de um simples levantamento contábil e envolveu uma diferença alarmante entre os saldos de novembro e dezembro de 2024. Enquanto o saldo de novembro de 2024 era de R$ 1.379.586,74, o extrato de dezembro de 2024 apresentou um saldo reduzido para apenas R$ 4.917,73, gerando uma diferença de mais de R$ 1,3 milhão.
Essa diferença chamou a atenção do ex-prefeito, que, aparentemente, não tinha conhecimento de tais movimentações antes de consultar os extratos bancários. Ao investigar mais a fundo, Coloral alega que descobriu que o ex-secretário Julierme Lino de Sousa pode ter adulterado os extratos para ocultar o desvio de recursos, e que transferências do FUNDEB – fundo destinado à educação – foram direcionadas para contas pessoais do secretário e até para a conta de uma empresa da qual sua mãe seria sócia, a “Arena São José Esporte e Convivência LTDA.”
No mês de abril de 2024, essas transferências ilegais somaram R$ 887.503,66, conforme apontam os registros bancários. Coloral afirma que essas movimentações não tinham respaldo legal, uma vez que não havia nenhum empenho registrado para justificar tais pagamentos. Mais grave ainda, a denúncia foi acompanhada por uma confissão de Julierme Lino de Sousa, que, segundo Coloral, admitiu os desvios durante uma conversa pessoal. De acordo com Julierme, ele teria sido extorquido por uma milícia que o ameaçava, o que o teria forçado a cometer os atos fraudulentos.
A Defesa de Coloral: Uma Tentativa de Isenção ou uma Jogada Política?
A denúncia de Coloral tem gerado um debate acalorado na cidade. Para muitos, a alegação do ex-prefeito de que foi “surpreendido” pelas irregularidades soa como uma tentativa de se livrar de qualquer culpa ou responsabilidade pelo que ocorreu durante sua gestão. Afinal, Coloral esteve à frente da administração municipal até dezembro de 2024, e não seria improvável que soubesse de movimentos financeiros tão discrepantes em um processo de gestão. Sua postura, de agora apontar falhas graves e envolver seu ex-secretário, tem sido vista por alguns como uma estratégia para afastar qualquer vínculo com o que muitos consideram um escândalo financeiro.
O Impacto para a Cidade e as Investigação da Polícia Civil
A denúncia de Coloral está nas mãos da Polícia Civil, que iniciou uma investigação sobre as movimentações financeiras irregulares e os possíveis desvios de recursos públicos. A cidade aguarda ansiosamente pelo desenrolar do caso, que promete trazer à tona detalhes impactantes sobre a gestão municipal nos últimos anos.
Enquanto isso, os cidadãos de São José da Lagoa Tapada estão divididos. Alguns acreditam que Coloral tentou se eximir da culpa por falhas em sua administração, enquanto outros defendem que ele foi vítima de um esquema maior. O futuro de Julierme Lino de Sousa, assim como de Coloral, depende do que for apurado nas investigações da polícia.
Em uma cidade onde a política local sempre foi marcada por alianças e rivalidades acirradas, o que está em jogo é muito mais do que apenas o destino de duas figuras públicas. O caso promete ter repercussões que podem afetar a confiança da população nas instituições do município por muito tempo.
Agora, a cidade se pergunta: será verdade tudo isso? Coloral está tentando se livrar de qualquer culpa ou existe algo mais por trás das acusações? A resposta pode vir nas investigações da Polícia Civil, que ainda têm muito a esclarecer.
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Fonte: FábioKamoto



