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Falsa testemunha causa revolta em caso de jovens mortos na PB-391 entre Sousa e Uiraúna; Famílias clamam por Justiça

A revolta explodiu após a confissão de falso depoimento feita por Rubens Pereira Cândido, conhecido como Rubinho de Santa Helena, que voltou atrás nas declarações prestadas à Polícia Civil e divulgadas nas redes sociais.

Os familiares dos jovens Saulo Alves César, de 21 anos, e William Gustavo Estrela de Alencar, de 23, que perderam a vida em um trágico acidente no dia 22 de novembro, na PB-391, entre Sousa e Uiraúna, vivem dias de profunda dor e indignação. A revolta explodiu após a confissão de falso depoimento feita por Rubens Pereira Cândido, conhecido como Rubinho de Santa Helena, que voltou atrás nas declarações prestadas à Polícia Civil e divulgadas nas redes sociais. Em retratação formal, ele admitiu que mentiu ao relatar versões que inocentavam o motorista do carro envolvido no acidente.

A confissão, registrada na Delegacia de Sousa na semana passada, trouxe à tona um episódio considerado pelos familiares como “cruel, desumano e revoltante”. No depoimento, Rubinho teria afirmado: “Na realidade eu não sabia de nada, não vi nada e passei lá no local já de manhã e o carro nem estava lá. Fiz tudo aquilo para ajudar porque sou amigo da família do acusado motorista do veículo.” A fala, que confirma a falsa narrativa, desencadeou uma onda de protestos e pedidos de prisão contra ele por parte de amigos e parentes das vítimas, que se sentem duplamente feridos: pela perda irreparável e pela manipulação da verdade.

O caso ganhou contornos ainda mais suspeitos após revelação do advogado Dr. Ozael Fernandes, assistente de acusação contratado pela família de Saulo. Ele tinha afirmado à imprensa que Rubinho teria sido visto acompanhado de familiares do motorista no local do acidente, antes de gravar vídeos tentando culpar os jovens falecidos. “Você veja que estranho: ele vai ali ao lado do pai, ao lado dos familiares do condutor do veículo e fazem aquela cena. Parece até que ele é protagonista de uma encenação, algo teatral”, declarou o advogado, reforçando a tese de que a falsa testemunha tentou manipular a opinião pública.

A indignação das famílias, amigos em Sousa e região se espalhou rapidamente pelas redes sociais, onde muitos expressam revolta e cobram punição exemplar. Para eles, a mentira não apenas atrapalhou as investigações, mas também atacou a memória dos jovens que perderam a vida. A sensação é de que tentaram transformar as vítimas em culpados, num gesto que a população considera “uma violência moral intolerável”.

Dr. Ozael Fernandes já desconfiava da aparição repentina de Rubinho desde o início. Segundo ele, o depoimento inicial, no qual o falso testemunho afirmava que a moto estaria a 100 km/h e “ziguezagueando”, destoava completamente da lógica dos fatos. “De onde surgiu essa testemunha? Parece até que ele tinha o dom da premonição, sabia que iria ocorrer o acidente e aguardou lá para depois ser testemunha”, questionou. Agora, com a confissão, a família espera que a Justiça responsabilize o autor da falsa versão e que o inquérito prossiga de forma transparente, garantindo que a verdade prevaleça e que a memória de Saulo e William seja respeitada.

Fonte: FábioKamoto

Fabio Kamoto

Especialista em Marketing Político e Digital, Publicitário, Radialista, atua desde 2006 no jornalismo político. Passou pelas pelas Rádios Progresso e Jornal AM, Sousense FM, Líder FM e Mais FM.

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