Mentira Revelada: Homem confessa falso depoimento em tragédia que matou dois jovens na PB-391 entre Sousa–Uiraúna
Rubens Pereira Cândido, conhecido como ''Rubinho de Santa Helena'', procurou a Delegacia de Polícia Civil de Sousa para admitir que mentiu em seu depoimento inicial e nos vídeos que havia divulgado nas redes sociais.

O caso do trágico acidente registrado na rodovia Sousa–Uiraúna (PB-391), que vitimou dois jovens no dia 23 de novembro de 2025, ganhou um novo e grave capítulo. A investigação, que já mobilizava a Polícia Civil e gerava forte comoção na região, teve uma reviravolta após a retratação de uma testemunha-chave. Rubens Pereira Cândido, conhecido como ”Rubinho de Santa Helena”, procurou a Delegacia de Polícia Civil de Sousa para admitir que mentiu em seu depoimento inicial e nos vídeos que havia divulgado nas redes sociais.
O falso testemunho prestado em 24 de novembro era considerado, até então, uma peça fundamental para a elucidação do caso. Rubinho e sua esposa afirmavam ter presenciado toda a dinâmica da colisão e, principalmente, a fuga dos quatro ocupantes do veículo envolvido no acidente, que teriam deixado o local em outro carro minutos após a batida. Suas declarações chegaram a orientar linhas preliminares da investigação, aumentando a pressão sobre os suspeitos citados.
No entanto, de acordo com informações obtidas pelo Repórter Caveira, Rubinho voltou atrás e desmentiu completamente seu relato. Na nova ida à delegacia, ele afirmou que não viu o acidente, não presenciou a fuga dos ocupantes e sequer esteve no local no momento da colisão. A mudança repentina de versão surpreendeu os investigadores e ampliou a gravidade da situação, já que o depoimento anterior havia sido prestado de forma espontânea.
Durante a retratação oficial, Rubinho teria revelado que só fez as declarações para “ajudar” o amigo, apontado como o motorista acusado de causar o acidente. Ele confirmou que, na verdade, só passou pelo trecho da PB-391 horas depois da tragédia, quando o veículo já nem se encontrava mais na área. A admissão desmonta toda a narrativa construída anteriormente e levanta suspeitas sobre tentativa de interferência no curso da investigação.
Ao explicar sua mentira, Rubinho afirmou: “Na realidade eu não sabia de nada, não vi nada e passei lá no local já de manhã e o carro nem estava lá. [Fiz] tudo aquilo para ajudar porque sou amigo da família do acusado motorista do veículo”. A declaração, agora registrada oficialmente, coloca o homem na condição de investigado por falso testemunho e possível obstrução de justiça.
Com a retratação, a Polícia Civil deve revisar os elementos colhidos até o momento e redirecionar o foco para novas diligências. A mudança de versão reforça a necessidade de aprofundar a investigação para esclarecer não apenas a dinâmica do acidente que tirou a vida de dois jovens, mas também eventuais tentativas de manipular informações que poderiam comprometer a busca por justiça para as vítimas e suas famílias.
Fonte: Fábio Kamoto com informações do Repórter Caveira



