DestaquesParaíba

Pré-candidato a deputado federal, Fábio Tyrone resiste à crise no PSB e aposta em permanência apesar de desgaste jurídico e político

A permanência no partido é vista nos bastidores como uma tentativa de preservar capital político em meio à reorganização interna da sigla no estado. Recentemente, Tyrone reafirmou publicamente que seu único plano é disputar uma vaga na Câmara Federal pelo PSB, independentemente do cenário político.

Mesmo diante das baixas expressivas no PSB da Paraíba, com as saídas de nomes como Gervásio Maia, Pollyanna Werton, Ricardo Barbosa e Dr. Jhony Bezerra, o ex-prefeito de Sousa e pré-candidato a deputado federal, Fábio Tyrone, decidiu manter sua filiação à legenda e sustentar o projeto de disputar as eleições de outubro. A permanência no partido é vista nos bastidores como uma tentativa de preservar capital político em meio à reorganização interna da sigla no estado. Recentemente, Tyrone reafirmou publicamente que seu único plano é disputar uma vaga na Câmara Federal pelo PSB, independentemente do cenário político.

No entanto, a permanência partidária não é o único desafio do ex-gestor sousense. Tyrone enfrenta um cenário delicado no campo jurídico e, principalmente, na construção de sua imagem pública. Além das dificuldades envolvendo a nominata socialista, aliados avaliam que será necessária uma forte estratégia de marketing político para reduzir os danos provocados pelo caso de violência doméstica que marcou sua trajetória recente e ainda repercute negativamente junto ao eleitorado, especialmente entre o público feminino.

O episódio remete à condenação sofrida por Tyrone pelas agressões contra a ex-namorada, a advogada Myriam Gadelha, em 2018, em João Pessoa. A situação voltou ao centro do debate após decisão monocrática do ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que no último dia 25 de março concedeu liminar em habeas corpus e reduziu a pena anteriormente fixada em 1 ano e 4 meses para 10 meses e 25 dias, sob o entendimento de que houve “elevação desproporcional da pena-base”, embora o magistrado tenha ressaltado a gravidade dos delitos praticados em contexto de violência doméstica.

A redução da pena, porém, reacendeu críticas e ampliou o desgaste político do pré-candidato. Myriam Gadelha classificou a decisão como uma forma de revitimização e afirmou que a mensagem passada às mulheres é desestimulante para denúncias de violência, enquanto aos agressores restaria a sensação de impunidade. Em meio a esse cenário, Tyrone tenta equilibrar sua permanência no PSB com a necessidade de reconstruir sua imagem para seguir competitivo na corrida eleitoral, numa disputa que promete ser marcada não apenas por articulações partidárias, mas também pelo peso de sua situação judicial e moral perante a opinião pública.

Fonte: FábioKamoto

Fabio Kamoto

Especialista em Marketing Político e Digital, Publicitário, Radialista, atua desde 2006 no jornalismo político. Passou pelas pelas Rádios Progresso e Jornal AM, Sousense FM, Líder FM e Mais FM.

Leia também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo