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Servidores comissionados de Sousa reagem à exigência de certidões negativas pela Prefeitura e gera desconforto interno

Segundo informações a Prefeitura alegou que a exigência visava garantir a transparência e a regularidade dos servidores no que se refere às suas obrigações legais, além de assegurar que a gestão pública não esteja vinculada a qualquer tipo de irregularidade ou pendência que possa prejudicar a boa administração.

Na manhã desta terça-feira (21), servidores comissionados da Prefeitura de Sousa, na Paraíba, expressaram perplexidade e desconforto diante de uma nova exigência imposta pela administração municipal. A medida, que obriga esses servidores a apresentarem certidões negativas de débitos tributários, trabalhistas e de outros órgãos competentes, gerou um clima de desconfiança e especulação sobre suas intenções e impactos na gestão pública local.

A decisão, tomada sem maiores explicações prévias, pegou muitos de surpresa. Segundo informações a Prefeitura alegou que a exigência visava garantir a transparência e a regularidade dos servidores no que se refere às suas obrigações legais, além de assegurar que a gestão pública não esteja vinculada a qualquer tipo de irregularidade ou pendência que possa prejudicar a boa administração. Entretanto, a medida foi vista por muitos como uma maneira de dificultar o acesso a cargos públicos, afetando principalmente aqueles que possuem vínculos temporários ou que não estão completamente regularizados junto aos diversos órgãos fiscalizadores.

A reação negativa não demorou a surgir. Vários servidores comissionados questionaram internamente a decisão da Prefeitura, considerando-a uma burocracia excessiva. “Essa exigência não tem fundamento. Somos servidores públicos, estamos aqui para cumprir nossas funções e contribuir para o desenvolvimento da cidade. A Prefeitura deveria focar em melhorias no atendimento à população, e não criar obstáculos que só geram mais insegurança entre os servidores”, afirmou um servidor comissionado que preferiu não se identificar.

Outros destacaram que a exigência de certidões negativas de débitos poderia ser desproporcional, principalmente considerando que muitos desses profissionais têm contratos temporários ou não são responsáveis diretamente pela gestão financeira de suas respectivas áreas. “São exigências que não se aplicam diretamente ao nosso trabalho. O foco deveria ser na competência e na entrega de resultados, não em burocracias que muitas vezes são inatingíveis para quem depende de uma regularização constante”, afirmou outro servidor que também questionou a medida.

Fabio Kamoto

Especialista em Marketing Político e Digital, Publicitário, Radialista, atua desde 2006 no jornalismo político. Passou pelas pelas Rádios Progresso e Jornal AM, Sousense FM, Líder FM e Mais FM.

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