Ricardo Coutinho dispara contra Daniella Ribeiro, Aguinaldo Ribeiro, Hugo Motta e Lucas Ribeiro durante plenária do PT na Paraíba
Em discurso contundente, Ricardo criticou a aproximação da legenda com setores do Centrão e afirmou que grupos aliados ao governo estadual vêm atuando “como inimigos do PT e do governo Lula”.

O ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, subiu o tom contra as alianças políticas do PT no estado durante plenária realizada em João Pessoa, que contou com a presença do presidente nacional do partido, Edinho Silva. Em discurso contundente, Ricardo criticou a aproximação da legenda com setores do Centrão e afirmou que grupos aliados ao governo estadual vêm atuando “como inimigos do PT e do governo Lula”.
Durante sua fala, o ex-governador citou episódios recentes envolvendo a rejeição ao nome de Jorge Messias e discussões sobre a pauta da anistia para endurecer o discurso contra lideranças políticas paraibanas. Ricardo acusou a senadora Daniella Ribeiro de agir para “sufocar e tentar desmoralizar o governo do presidente Lula”, elevando o tom das críticas contra setores que mantêm proximidade com o Palácio da Redenção.
O ex-governador também mencionou uma suposta articulação entre integrantes do Centrão e da extrema direita na Paraíba. Segundo Ricardo, fazem parte desse movimento o deputado federal Hugo Motta e o grupo político da família Ribeiro, hoje uma das principais forças da base governista estadual.
Ainda durante a plenária, Ricardo Coutinho questionou publicamente a estratégia de aproximação entre o PT e o grupo liderado pelo atual governador Lucas Ribeiro. Em tom provocativo, ele perguntou: “Você acha que as pessoas querem votar em Lucas Ribeiro?”, ao defender que existe atualmente um “vácuo político” no cenário eleitoral paraibano.
Para Ricardo, a Paraíba vive hoje um “projeto de poder familiar” e não um projeto administrativo voltado para a população. A declaração reforça o posicionamento crítico do ex-governador em relação às articulações políticas que vêm sendo construídas visando as eleições de 2026 e evidencia o clima de tensão dentro do campo progressista no estado.



