Prefeito de Triunfo rompe silêncio político, diz que gestores têm medo de se posicionar e revela: “Não voto em Lula”
Durante a entrevista, Espedito Filho declarou que muitos prefeitos evitam assumir posições políticas por medo da reação popular, mas garantiu que prefere expor sua opinião de forma transparente.

O prefeito de Triunfo, Espedito Filho, elevou o tom do debate político no Sertão paraibano ao fazer declarações contundentes durante entrevista ao programa Boca Quente Parte Dois, em Cajazeiras. Sem esconder posicionamento, o gestor afirmou publicamente que não pretende votar no presidente Lula e criticou o que classificou como falta de compromisso do Governo Federal com os municípios brasileiros. A fala repercutiu nos bastidores políticos e colocou o nome do prefeito no centro das discussões estaduais.
Durante a entrevista, Espedito Filho declarou que muitos prefeitos evitam assumir posições políticas por medo da reação popular, mas garantiu que prefere expor sua opinião de forma transparente. Segundo ele, o atual cenário nacional está dominado por uma polarização desgastante entre Lula e Flávio Bolsonaro, situação que, na visão do gestor, estaria prejudicando o desenvolvimento do país e dificultando o avanço de novas lideranças políticas.
O prefeito também defendeu uma renovação no comando nacional e afirmou acreditar que o Brasil precisa encontrar “um novo rumo” fora da disputa entre esquerda e direita. Em uma das falas mais polêmicas da entrevista, Espedito Filho declarou que o país estaria “fadado” a viver dividido entre dois extremos ideológicos, ao mesmo tempo em que lamentou a fragilidade da chamada terceira via. Apesar disso, citou o nome de Ciro Gomes como uma alternativa que poderia representar um projeto diferente para o Brasil.
As declarações repercutiram rapidamente no meio político sertanejo e devem provocar reações tanto de aliados quanto de opositores. Em um período de articulações antecipadas para as eleições de 2026, a fala do prefeito de Triunfo quebra o silêncio adotado por muitos gestores municipais e reacende o debate sobre o posicionamento político dos prefeitos paraibanos diante da disputa nacional.
Fonte: FábioKamoto



