Lula pede ao TSE ampliação do horário de votação e acusa prefeitos, governadores e empresários de dificultarem acesso às urnas
Presidente classificou a redução da frota de ônibus como “abominável” e comparou a situação às eleições de 2022; TRE-SP cobrou explicações da Prefeitura de São Paulo sobre o transporte público.

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), neste domingo (25/10), a ampliação do horário de votação do segundo turno das eleições. A solicitação ocorre após denúncias de redução da frota de ônibus em São Paulo e em outros municípios brasileiros. O petista acusou prefeitos, governadores e empresários de dificultarem o deslocamento dos eleitores até os locais de votação.
Em declarações a jornalistas, em frente à sua residência, no Alto de Pinheiros, zona oeste da capital paulista, Lula classificou a situação como “abominável” e comparou os episódios às eleições de 2022, quando bloqueios da Polícia Rodoviária Federal (PRF) prejudicaram o deslocamento de eleitores no Nordeste. “Nós não vamos aceitar banditismo, mau-caratismo, nem de prefeito, nem de governador, nem de empresário. Essas pessoas precisam aprender a respeitar a democracia nesse país”, afirmou o presidente.
Lula também declarou que não permitirá que a população seja novamente prejudicada no exercício do direito ao voto. “Eu não vou permitir que o povo seja outra vez enganado, como foi em 2022, quando a Polícia Rodoviária Federal não permitiu que as pessoas fossem votar”, disse. As declarações ocorreram em meio a questionamentos sobre a circulação de ônibus na capital paulista durante o segundo turno.
A campanha petista afirma ter recebido informações de que as empresas responsáveis pelo transporte coletivo em São Paulo estariam operando com apenas 60% da frota. Antes das declarações de Lula, o presidente estadual do PT, Kiko Celeguim, pediu à Justiça Eleitoral a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, sob a alegação de descumprimento de decisão judicial que determinou a circulação de 100% da frota. No sábado (24), o TRE-SP havia determinado a manutenção integral dos ônibus em operação e, neste domingo, solicitou à Prefeitura de São Paulo “imediatas informações” sobre o cumprimento da medida.



