Após críticas e denúncias, prefeito Hélder Carvalho faz série de trocas na Saúde de Sousa; mudança de nomes tenta conter crise no setor
O movimento foi visto por muitos como uma tentativa de “reorganizar a casa” e amenizar a crise que vem ganhando espaço nas rádios e nas redes sociais.

Em meio a uma enxurrada de críticas e denúncias de péssimo atendimento nas unidades de saúde, o prefeito de Sousa, Hélder Carvalho, publicou na noite desta terça-feira (4) uma edição especial da Gazeta de Sousa recheada de exonerações, nomeações e remanejamentos na Secretaria Municipal de Saúde. O movimento foi visto por muitos como uma tentativa de “reorganizar a casa” e amenizar a crise que vem ganhando espaço nas rádios e nas redes sociais.
A população tem se queixado diariamente da falta de medicamentos, demora em consultas e da desatenção em diversos setores, o que tem desgastado a imagem da gestão. As mudanças surgem em um momento delicado, como uma resposta administrativa à crescente insatisfação popular.
Entre as decisões publicadas no jornal oficial, chamam atenção as seguintes alterações:
Italla Raianny Gomes Ferreira foi exonerada da Coordenação de Marcação de Consultas e Exames e nomeada como Gerente do Núcleo de Saúde da Mulher.
Jessyka Maria Santiago Dantas foi nomeada para a Coordenação de Marcação de Consultas e Exames.
Marcielle de Sousa Lins foi exonerada do cargo de Gerente do Núcleo de Saúde da Mulher e remanejada para a Chefía do Núcleo Administrativo.
Mayara Dantas da Silva deixou a Chefia do Núcleo de Serviços Administrativos e assumiu a Coordenação do CAPS AD.
Paula Francinete Nobre do Nascimento foi exonerada do CAPS AD e nomeada como Chefe do Núcleo de Serviços Administrativos.
Maria Amélia Arantes Lima Pontes saiu da Coordenação do Programa Bolsa Família e foi nomeada para a Coordenação da Farmácia Básica.
Camilly Queiroga Sousa deixou o cargo de Visitadora do Programa Criança Feliz 2 para assumir a Gerência de Atendimento do CEO – Zona Sul.
As mudanças mostram que o problema não parece estar na falta de cargos, mas talvez na falta de resultados. Em vez de novas contratações externas, a gestão optou por remanejar nomes já conhecidos, em uma espécie de “dança das cadeiras” dentro da própria estrutura da Saúde.
Nos bastidores, comenta-se que a medida é uma tentativa de estancar a crise que tem manchado a imagem do governo municipal. Enquanto isso, o povo segue esperando que as trocas no papel se traduzam em melhorias reais no atendimento. Afinal, a saúde pede socorro e o povo quer ação, não portarias.



