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Sindicato denuncia suspensão de descontos em folha pela Prefeitura de Triunfo e cobra explicações sobre possível motivação política

SINSTRU afirma que decisão compromete a organização financeira da entidade e levanta questionamentos após posicionamento eleitoral da presidente; sindicato cobra transparência, revisão da medida e abertura de diálogo com a gestão municipal.

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Triunfo (SINSTRU) divulgou uma nota de repúdio nesta sexta-feira (09) prestando esclarecimento contra a decisão da Prefeitura de suspender os descontos em folha referentes às mensalidades associativas dos servidores filiados à entidade. Conforme o documento, a medida foi comunicada por meio do Ofício nº 130/2026, datado de 9 de outubro, com efeitos já na folha de pagamento do mês e sem prazo definido para retomada. A direção sindical afirma que a decisão compromete a organização financeira da instituição e prejudica a continuidade das atividades de representação e defesa dos direitos dos trabalhadores municipais.

O episódio ganhou contornos ainda mais delicados diante do contexto político apontado pelo sindicato. Na nota, a entidade manifesta preocupação com o fato de a suspensão ter sido comunicada menos de uma semana após as eleições e depois de a presidente do SINSTRU, Francisca Barbosa de Lima, declarar publicamente sua escolha partidária, que, segundo o documento, divergia daquela apoiada pelo prefeito. O sindicato questiona se existe alguma relação entre os acontecimentos e cobra esclarecimentos transparentes da administração municipal. Até o momento, porém, a nota não apresenta provas de que a decisão tenha sido motivada por retaliação política, de modo que essa hipótese permanece como uma preocupação levantada pela entidade.

A direção do SINSTRU também contesta as justificativas atribuídas à Prefeitura, relacionadas a adequações no sistema de pagamento e à ausência de uma norma municipal específica. A entidade defende que os fundamentos técnicos e jurídicos da medida sejam apresentados de forma clara e questiona ainda a suspensão de outras consignações facultativas. O sindicato argumenta que a liberdade sindical e a autonomia das organizações representativas dos trabalhadores precisam ser respeitadas, independentemente das divergências políticas. O caso coloca em debate a relação entre o poder público municipal e a representação dos servidores, mas a legalidade da suspensão depende da análise das normas aplicáveis, das autorizações existentes e dos motivos formais apresentados pela gestão.

Diante da situação, o sindicato reivindica a revisão imediata da medida e a abertura de diálogo com a Prefeitura de Triunfo. A presidente Francisca Barbosa de Lima informou, por meio do documento, que serão adotadas providências administrativas e jurídicas para esclarecer os fatos e defender os interesses dos filiados. A entidade também afirmou que orientações sobre o pagamento das mensalidades serão divulgadas pelos canais oficiais. A principal questão agora é saber quais fundamentos levaram à suspensão dos descontos e se a administração municipal apresentará explicações capazes de afastar as dúvidas levantadas. O espaço permanece aberto para que a Prefeitura se manifeste e apresente sua versão sobre o caso.

CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA 

Fabio Kamoto

Especialista em Marketing Político e Digital, Publicitário, Radialista, atua desde 2006 no jornalismo político. Passou pelas pelas Rádios Progresso e Jornal AM, Sousense FM, Líder FM e Mais FM.

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