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“É Preciso Priorizar o Essencial”, Defende Efraim Filho Sobre o Orçamento de 2026

Em meio ao envio da proposta pelo governo federal ao Congresso Nacional, o parlamentar afirmou que a meta fiscal apresentada é “ousada, mas atingível”, desde que haja foco em eficiência e responsabilidade na gestão dos recursos públicos.

O senador Efraim Filho (União-PB), presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), destacou a importância de um olhar responsável e humano sobre a elaboração do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2026. Em meio ao envio da proposta pelo governo federal ao Congresso Nacional, o parlamentar afirmou que a meta fiscal apresentada é “ousada, mas atingível”, desde que haja foco em eficiência e responsabilidade na gestão dos recursos públicos.

A proposta do governo prevê, entre outros pontos, um aumento no salário mínimo para R$ 1.630 a partir de janeiro de 2026 — um reajuste de R$ 112 em relação ao valor atual. Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, esse aumento trará um impacto de R$ 44,8 bilhões nas contas públicas, considerando que cada real de reajuste no mínimo representa cerca de R$ 400 milhões em despesas adicionais.

Além disso, o PLDO projeta um superávit primário de R$ 34,3 bilhões, o equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB). Para alcançar esse objetivo, no entanto, será necessário aumentar as receitas da União em R$ 118 bilhões, um desafio que, segundo Efraim, exige estratégia, transparência e, sobretudo, compromisso com o equilíbrio fiscal.

“São cifras astronômicas, é o mapeamento do gasto de todo o país. Um desafio que exige muita responsabilidade da CMO para encontrar as receitas e, também, as estratégias necessárias para que se possa atingir a meta”, explicou o senador. E reforçou: “Esses bilhões que faltam no orçamento não poderão vir, nem virão, de aumento de impostos, de aumento de alíquotas ou criação de novos impostos.”

Questionado sobre alternativas para elevar a arrecadação sem penalizar a população com mais tributos, Efraim foi enfático ao defender a revisão de gastos e maior eficiência no uso dos recursos públicos. “O equilíbrio fiscal não vem apenas da receita. Precisamos olhar para o lado da despesa. É preciso qualificar o gasto público, é preciso eliminar o desperdício, é preciso priorizar aquilo que é essencial para melhorar a vida das pessoas.”

O senador reiterou que o trabalho da Comissão Mista de Orçamento deve ter como foco central a vida da população. Para ele, não se trata apenas de números e metas técnicas, mas de políticas públicas que impactam diretamente o cotidiano dos brasileiros, especialmente os mais vulneráveis.

“O orçamento não pode ser uma peça meramente técnica, alheia à realidade e ao dia a dia dos brasileiros. A gente vê o impacto que tem, por exemplo, a inflação e o aumento dos alimentos, que compromete a comida na mesa das famílias brasileiras”, ressaltou. A prioridade, segundo Efraim, deve ser garantir justiça social e desenvolvimento sustentável.

Por fim, o presidente da CMO reforçou a necessidade de dar transparência ao orçamento público e segurança jurídica aos investidores, como forma de estimular o crescimento econômico. “É preciso dar transparência aos gastos públicos e segurança jurídica para investidores. Somente assim conseguiremos avançar rumo a um país mais justo, eficiente e preparado para o futuro.”

Fonte: FábioKamoto

Fabio Kamoto

Especialista em Marketing Político e Digital, Publicitário, Radialista, atua desde 2006 no jornalismo político. Passou pelas pelas Rádios Progresso e Jornal AM, Sousense FM, Líder FM e Mais FM.

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