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Escândalo em Santa Helena: Servidores acumulam cargos públicos ilegalmente com suposto aval do prefeito João Cléber

O caso ganhou forte repercussão, com demandas cada vez mais intensas por investigações criminais, ação civil pública por improbidade administrativa

Um escândalo de proporções alarmantes acaba de ser revelado no município de Santa Helena, no sertão paraibano. Uma denúncia anônima trouxe à tona uma grave irregularidade envolvendo o acúmulo ilegal de cargos públicos por diversos servidores municipais, que estariam recebendo salários simultaneamente de diferentes esferas do poder público — incluindo o Estado da Paraíba e prefeituras vizinhas — em claro desrespeito à Constituição Federal.

O mais grave, segundo a denúncia, é que o prefeito João Cléber teria pleno conhecimento da situação e, mesmo diante de evidências concretas da ilegalidade, optou por manter silêncio absoluto e não tomar qualquer medida para corrigir a prática.

A Constituição Federal é clara em seu artigo 37, inciso XVI: é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto em hipóteses específicas e desde que haja compatibilidade de horários — o que, segundo relatos, não é o caso em Santa Helena.

O esquema envolveria, em sua maioria, aliados políticos e servidores protegidos pelo atual gestor municipal. A acusação expõe o uso da máquina pública para manter privilégios e garantir apoio político, em detrimento dos princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa.

Confira os nomes dos servidores envolvidos no escândalo dos acúmulos:

 

  • Francisca Eliane – Atua como agente de endemias na Prefeitura de Santa Helena desde 2017 e, simultaneamente, exerce o cargo de professora na rede municipal no Baixio Ceará

  • Gerson Machado – Efetivo como vigilante na Prefeitura de Santa Helena desde 1998 e, desde 2004, também é motorista concursado na cidade de Baixio (CE).

  • Juliana Martins – Acumula o cargo de auxiliar de serviços gerais em Santa Helena com o de servidora da educação no município de Umari, no Ceará.

  • Marciana Lopes – É auxiliar de serviços gerais efetiva em Santa Helena e, ao mesmo tempo, professora concursada na Prefeitura de Bom Jesus. Atua em dois municípios com salários públicos distintos.

  • Maria Giliane – Desde 2014, exerce as funções de assistente administrativa e digitadora na cidade de Baixio (CE), ambas com remuneração pública.

  • Maria Elisieth – Coordenadora pedagógica em Santa Helena, também é professora efetiva do Estado da Paraíba há mais de 30 anos.

Segundo o denunciante, que preferiu manter o anonimato, a prática é antiga e sabidamente mantida com o consentimento do prefeito:

“É revoltante! Enquanto a maioria da população luta para conseguir um emprego, os protegidos do prefeito embolsam dois salários públicos. E o prefeito, se fazendo de sonso, finge que não vê.”

A indignação popular cresce nas ruas e nas redes sociais. O caso ganhou forte repercussão, com demandas cada vez mais intensas por investigações criminais e ação civil pública por improbidade administrativa.

O Ministério Público Estadual já foi acionado e deve apurar a responsabilidade de todos os envolvidos, incluindo os gestores públicos que, por ação ou omissão, contribuíram para o desvio de recursos e a manutenção de práticas ilegais no seio da administração pública municipal.

A pergunta que ecoa na cidade:

Como o prefeito permitiu tamanho abuso com dinheiro público? E por que nunca agiu?

Com o clamor popular em alta e os olhos do Ministério Público voltados para Santa Helena, a permanência de João Cléber à frente do executivo municipal parece mais instável a cada dia.

E agora, João? Cuidado que o MP tá de olho!

Fabio Kamoto

Especialista em Marketing Político e Digital, Publicitário, Radialista, atua desde 2006 no jornalismo político. Passou pelas pelas Rádios Progresso e Jornal AM, Sousense FM, Líder FM e Mais FM.

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